quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Me desfaz em mil pedaços.




De que adiantou tantas juras? De que adiantou tanto amor? Se sempre no final você desapareceu. Tentar ser, tentar aguentar, tentar agradar… Se fez assim nos últimos tempos o nosso amor. Você me ensinou a voar, na imensidão do infinito.  Ensinou-me como sempre olhar pra frente e jamais parar. Você me ensinou a resistir a todos os obstáculos por seu motivo que é maior. Dentre tudo me ensinastes a não desistir. Mas você não me ensinou como levantar-se de novo depois de um tombo. Você não me ensinou a como desistir de algo que nem se lembra mais de ti. Seu cheiro se foi, só sobraram as lembranças dele na minha mente. Sei que procurar ele em outros corpos, mas é como se fosse meu oxigênio que vai se perdendo cada dia mais. Até pensei que se continuasse assim, se perdendo cada dia mais e mais, eu iria ao fim esquecer. Mas percebi que o que está se perdendo sou eu, sem meu oxigênio. Eu procuro a cada detalhe enxergar, uma saída pra ter o alívio dessa saudade, que me mata, me rasga e me desfaz em mil pedaços. Mas a cada detalhe eu me perco mais, e me perdendo vou necessitando cada segundo, cada momento mais e mais precisando de você. Os dias amanhecem mais escuros, o sol parece não mais se por, a lua com seu brilho que me lembrava de você… Parece que se escondeu, desenganou, sumiu, não volta mais. Só vai deixar as noites mais escuras, pra que ninguém enxergue meus olhos, que procuram por você mas continuam só olhando o brilho da lua. Mas agora só acho a escuridão. Que entorpece meus passos, inseguros. Mas que não param em busca que um dia volte ao caminho com o oxigênio, onde o sol se põe, onde a lua brilha […] O caminho que trilharei com você.

- João Pedro Silveira in “Me desfaz em mil pedaços”.

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