sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Dos Castelos aos Corações

Um amor que nasceu e foi crescendo. Como um daqueles desenhos que colorimos juntos, foi criando cor. Como um daqueles nossos passeios de bicicleta foi tomando seu rumo para casa. Como nossas intrigas que sempre terminavam com mais uma brincadeira. Naquela janela colorida te via com teus longos cabelos loiros e cacheados com aquelas longas fitas que desciam até seu ombro. Achava tudo aquilo tão belo. Parecia com aquelas bonecas que eu queria me casar quando fosse grandão. Ou ás vezes vinha descendo as escadas tão delicadamente e com um lindo sorriso no rosto parecendo uma princesa daqueles castelos com reis e rainhas. Eu tinha vontade de ser teu príncipe mas não ligava de só ser o teu bobo da corte. Ah sim minha princesa você cresceu. Mas continua sendo uma linda princesa, minha linda boneca. Será que depois de ter lutado pelo teu coração todos esses anos ao menos me tornei um honroso cavaleiro de teu reino ? Não sei. Mas continuo não ligando de ser só seu bobo da corte. Só pra passar o tempo todo perto de você, dando-lhe as mais belas gargalhadas e os mais grandiosos sorrisos. Guardo até hoje aquela fita de cetim que você deixou cair de seus cabelos, acho que já não mais guardo e sim escondo. Escondo de tudo e todos, mas não adianta meu coração e meus olhos quando estão perto de você mostram muito mais que uma fita guardada de um amor de infância, mostram todo o amor de uma vida quase inteira e que vai durar pro resto da vida.

- João Pedro Silveira in dos Castelos aos Corações 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O doce gosto dos teus beijos. Sua voz suave. A textura de sua mão. Foi tudo que eu lembrei enquanto a chuva tocava meu rosto. Junto com minhas lágrimas descia, escorria por toda minha face até cair no chão como meus sentimentos e meu amor. E ao fim se acabar. Era olhar ao chão, pois não conseguia olhar o céu e se lembrar que existia amanhã. Olhar baixo, via as lágrimas se secando. E me lembrava tudo de novo. Mais uma lágrima saia. Muitos pingos me tocavam. Mas não me importava, queria mais que a chuva lavasse a alma e levasse tudo junto dela. Eu dizia seu nome, esperando que você chegasse. A chuva cessasse. E minhas lágrimas você secasse. Mas só minha voz, e os pingos de chuva caindo, alguns raios, e sua voz; Suave ao fundo. Era o que eu escutava. Eu somente me deitei ao chão, esperando a chuva que viria pra lavar alma. Deitei para esperar. Esperar passar o que jamais queria ter sentido. Esperar o que jamais podia imaginar que aconteceria. Você também. Foi embora. Não Ficou. Se foi. Me desapontou.


-João Pedro Silveira in As tais lembranças 

domingo, 5 de fevereiro de 2012


Não dá mais pra aguentar. Bastam segundos, e você, de novo? Mas o combinado não era te esquecer? tem como isso? Esquecer?  É, to desistindo. É você que eu amo. Não dá mais pra ficar brincando de inventar amores pra disfarçar o que sinto por você, se cada vírgula que mudo nessa história é pra você que peço ajuda. To precisando falar com você, não tenho nem o que mais falar além de, eu te amo. Está cada vez mais difícil ser eu, sem você, ser eu no singular. Já me cansei de escrever pra você, mas o meu amor por você não se cansa e acabo desabando em palavras melosas pra você. Porém acho que você sequer lê tudo isso, ou percebe tudo que ainda sinto por você. E você que é minha menina que todas as noites antes de dormir eu começo a pensar, a imaginar os nossos dias juntos. Você é aquela que de maneira derradeira me impede de seguir meus conselhos do desapego. Ao quem quer que eu seja, começo a brincar com sorrisos quando me lembro de você, desenhar rabiscos de coração esperando que você transforme naquele coração torto, desarrumado mas de um jeito que caiba perfeitamente nós dois, mesmo que fique um pouco apertado, não ligo de ficarmos bem perto.  Tão desconcertante é quando tenho sua serenata toda pronta, a voz e o violão mas só canto ela dentro de meu quarto enquanto imagino sua voz cantando junto comigo, todas aquelas músicas de melodias calmas e apaixonantes, balançando nossas cabeças de um lado para o outro. 

- João Pedro Silveira in Um "Chega" !