quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O doce gosto dos teus beijos. Sua voz suave. A textura de sua mão. Foi tudo que eu lembrei enquanto a chuva tocava meu rosto. Junto com minhas lágrimas descia, escorria por toda minha face até cair no chão como meus sentimentos e meu amor. E ao fim se acabar. Era olhar ao chão, pois não conseguia olhar o céu e se lembrar que existia amanhã. Olhar baixo, via as lágrimas se secando. E me lembrava tudo de novo. Mais uma lágrima saia. Muitos pingos me tocavam. Mas não me importava, queria mais que a chuva lavasse a alma e levasse tudo junto dela. Eu dizia seu nome, esperando que você chegasse. A chuva cessasse. E minhas lágrimas você secasse. Mas só minha voz, e os pingos de chuva caindo, alguns raios, e sua voz; Suave ao fundo. Era o que eu escutava. Eu somente me deitei ao chão, esperando a chuva que viria pra lavar alma. Deitei para esperar. Esperar passar o que jamais queria ter sentido. Esperar o que jamais podia imaginar que aconteceria. Você também. Foi embora. Não Ficou. Se foi. Me desapontou.


-João Pedro Silveira in As tais lembranças 

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