Pequena,
Por mais que o tempo passou, o amor não acabou. A nossa música continua tocando, seu nome continua escrito nos meus cadernos, você continua sendo a pessoa com quem eu sonho, a qual eu continuo acordando querendo desejar um bom dia, e cuidar o dia todo. Você continua sendo meu amor, continua sendo a pessoa que desleixa meu coração em pedacinhos, que deixa meus olhos brilhando e tira sorrisos bobos de mim. Mesmo sem você saber. Quando vejo nossos retratos, alimenta o que sinto dentro de mim, deve ser por isso que eu nunca apaguei todos, e nem deixei de olhar todos os dias. A tua ausência aumenta sua presença dentro de mim, dentro do meu coração, nas minhas memórias no meu pensamento. E em todos os meus planos. Olho ao redor, não te vejo, então me resta planejar, me resta sonhar. Sei que você nem se quer me amou de verdade quando fazia as promessas […] E agora se diz apaixonada por um outro alguém. Distanciou-se de mim não é, pequena. Mas quando precisa de colo, quando todas suas paixões de verão vão embora. Volta a mim, que passei pelo frio do inverno, vendo flores de primavera se envelhecerem. E você volta ao meu acalento pra te dar aconchego mas não se apega, e não me desapega. E me lembra de tudo que estava quase escondido, o que era intocável e quase invisível em mim. Faz tudo voltar. E quando começo a me acostumar com a tua presença. Logo se desprende minha pequena. Que saudades minha pequena, de ter você em meus braços. Que saudade, de poder dizer a todos que você é minha para todo o sempre. Você se desatou de mim mais uma vez, eu te espero. Te espero como sempre, pra quando você voltar […] Como sempre fazer, te levar ao lugar do nosso primeiro beijo.
- João Pedro Silveira in Carta à minha Pequena

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