sábado, 10 de novembro de 2012

Foi a noite mais amarga que vivi.

Me auto acusei. Me julguei culpado em todos os casos. Me condenei para a forca e cadeira elétrica. Me suicidei, fazendo um homicídio. Me matei com todos os motivos do mundo. Já não aceitava mais desculpas, nem menos justificativas. O certo era a morte. Minha única salvação seria morrer. Já não aturava esse mundo, muito menos um outro que viesse. Quis morrer, pra que tudo acabasse. Pra que o dia não começasse mais, pra que as borboletas dentro do estômago morressem junto de mim. Pra que a angústia, não tivesse o meu coração, como casa própria. Foi assim, bem assim que decidi que o gosto doce dos teus beijos seria o amargo mais amargo que já senti em vida. E assim tudo que era doce e belo ficou amargo e entediante. Por isso assim, a vida de morte me espera.
João Pedro Silveira, amatório — Foi a noite mais amarga que vivi. 

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